O que é a RDC 216 ANVISA? E por que ela é tão importante?
A RDC 216 da ANVISA, publicada em 2004, é uma das normas mais relevantes para qualquer serviço que manipule alimentos. Ela estabelece os requisitos básicos de boas práticas de fabricação para garantir segurança sanitária, higiene adequada e controle de riscos nos ambientes onde há produção, preparo, armazenamento e distribuição de alimentos.
Mesmo após anos de sua publicação, continua sendo uma referência obrigatória para empresas que buscam qualidade e conformidade legal.
Mas se por um lado a RDC 216 é essencial, por outro ela pode parecer extensa e técnica demais para quem não tem tempo a perder. Pensando nisso, este artigo foi desenvolvido como um guia prático, direto e confiável, reunindo tudo o que você precisa saber sobre a norma — de forma descomplicada, mas sem abrir mão da profundidade e da precisão.
Se você atua em hospitais, escolas, restaurantes, empresas de alimentação ou facilities, este conteúdo é para você. Ao longo do texto, você também poderá baixar gratuitamente a RDC 216 em PDF e encontrar respostas para as perguntas mais frequentes.
Vamos direto ao ponto?
CONTEÚDO:
O que é a RDC 216 da ANVISA?
A RDC 216/2004 da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é uma Resolução da Diretoria Colegiada que estabelece as boas práticas para serviços de alimentação em todo o território brasileiro. O objetivo é garantir que qualquer local que manipule alimentos — de lanchonetes a hospitais — siga padrões rigorosos de higiene, estrutura e controle, reduzindo riscos à saúde do consumidor.
Essa norma define critérios técnicos para o preparo, manipulação, armazenamento, transporte e exposição dos alimentos. Também trata da capacitação dos funcionários, da estrutura física do ambiente, dos equipamentos utilizados e da forma correta de higienização, entre outros temas. Ou seja, ela funciona como um manual de segurança alimentar obrigatório para empresas do setor.
É importante ressaltar que a RDC 216/2004 continua em vigor, sendo frequentemente citada em fiscalizações da vigilância sanitária. Empresas que não a seguem estão sujeitas a sanções, multas e até interdição. Por isso, conhecer e aplicar suas orientações é essencial para manter a conformidade legal e a reputação da empresa.
Se quiser consultar o texto completo da norma, disponibilizamos a RDC 216 em PDF para download gratuito:
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Onde a RDC 216 se aplica e para quem ela é obrigatória?
A RDC 216 da ANVISA é obrigatória para todos os estabelecimentos que atuam com a manipulação, preparo, fracionamento, armazenamento, transporte, distribuição e exposição à venda ou serviço de alimentos prontos para o consumo. Isso inclui uma ampla gama de negócios e instituições, como:
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Restaurantes, bares, lanchonetes e padarias;
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Cozinhas industriais, cozinhas hospitalares e refeitórios corporativos;
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Serviços de alimentação de escolas, creches, universidades e presídios;
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Empresas de catering e buffet;
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Hotéis, motéis e pousadas que oferecem refeições;
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Food trucks e estabelecimentos móveis de alimentação.
Mesmo que o estabelecimento terceirize parte da produção, a responsabilidade pelo cumprimento da RDC 216 permanece, especialmente nos pontos críticos como higiene, estrutura e controle de processos. A norma se aplica inclusive a empresas com pequeno porte, desde que ofereçam alimentos prontos para consumo humano.

A RDC 216/2004 da ANVISA estabelece diretrizes detalhadas para garantir a higiene, segurança e qualidade na manipulação de alimentos.
Por que é importante saber se a RDC 216 se aplica ao seu negócio?
Porque ignorar essa norma pode gerar autuações, multas, interdições temporárias ou permanentes por parte da vigilância sanitária. Além disso, o não cumprimento compromete diretamente a segurança alimentar dos consumidores — e, consequentemente, a reputação do seu negócio
Opinião do Especialista:
Treinar a equipe, padronizar os procedimentos e contar com soluções de limpeza profissional adequadas são passos que tornam a rotina mais segura e o controle mais eficiente. Aqui na Higiclear, apoiamos nossos clientes com consultoria técnica justamente para isso: simplificar o complexo, alinhar práticas à norma e garantir ambientes seguros — para o consumidor e para o negócio.” – Richard Rocamora, Gerente Comercial da Higiclear.
Quais as principais exigências da RDC 216 na prática?
A RDC 216/2004 da ANVISA estabelece diretrizes detalhadas para garantir a higiene, segurança e qualidade na manipulação de alimentos. Embora o texto oficial da norma seja extenso, podemos agrupá-lo em seis grandes blocos que resumem suas exigências práticas:
1. Higiene dos manipuladores
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Uso obrigatório de uniformes limpos, incluindo toucas ou redes para cobrir os cabelos.
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Lavagem correta e frequente das mãos com água e sabonete líquido, especialmente antes do início das atividades e após interrupções.
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Proibição de uso de adornos (anéis, pulseiras, brincos, relógios etc.).
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Afastamento de funcionários com doenças transmissíveis ou ferimentos expostos.
2. Estrutura física do local
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Piso, paredes e teto devem ser laváveis, lisos e de fácil higienização.
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Ambientes devem ter iluminação adequada, ventilação e proteção contra pragas.
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Pia exclusiva para higienização das mãos e outras separadas para lavagem de utensílios e alimentos.
3. Controle de água
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A água utilizada deve ser potável.
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É necessário controle e limpeza da caixa d’água, com registros documentados.
4. Armazenamento adequado de alimentos
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Temperatura de armazenamento precisa ser monitorada: alimentos refrigerados até 5°C, congelados até -18°C.
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Separação entre alimentos crus e prontos para o consumo para evitar contaminação cruzada.
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Controle de validade e organização por ordem de entrada (FIFO – First In, First Out).
5. Controle de pragas e resíduos
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Implantação de barreiras físicas e/ou químicas contra pragas.
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Lixeiras com tampa e pedal, higienizadas com frequência.
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Plano de controle integrado de pragas documentado.
6. Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs)
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Documentos que descrevem de forma clara as rotinas de limpeza, higienização, controle de água, manejo de resíduos, entre outros.
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Os POPs devem estar disponíveis e acessíveis para consulta dos funcionários e da vigilância sanitária.
Quais são os Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) exigidos pela RDC 216?
A RDC 216/2004 exige que os estabelecimentos que manipulam alimentos possuam e sigam uma série de Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs). Eles são documentos obrigatórios que descrevem, de forma clara e objetiva, o passo a passo das atividades críticas à segurança dos alimentos.
Os 8 POPs obrigatórios segundo a RDC 216:
A norma exige que os seguintes procedimentos estejam formalizados e disponíveis no local:
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Higienização de Instalações, Equipamentos e Móveis
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Procedimentos, produtos utilizados, frequência e responsáveis pela limpeza de superfícies, bancadas, utensílios, máquinas e ambientes.
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Controle da Potabilidade da Água
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Métodos e frequência de análise da água usada na manipulação, preparo e higienização de alimentos e utensílios.
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Higienização do Reservatório de Água
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Descrição do processo e periodicidade da limpeza da caixa d’água.
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Higiene e Saúde dos Manipuladores
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Regras sobre asseio pessoal, uniformes, exames médicos, afastamento em caso de doenças e orientações sobre comportamento higiênico.
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Controle de Pragas Urbanas
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Medidas preventivas, aplicação de produtos, empresas contratadas, controle de entrada e monitoramento de pragas.
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Manejo de Resíduos
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Segregação, armazenamento, descarte e limpeza das lixeiras, com foco em evitar contaminação.
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Manutenção Preventiva e Calibração de Equipamentos
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Rotinas e registros de manutenções, reparos e verificações em equipamentos como câmaras frias, balanças, termômetros etc.
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Controle Integrado
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Documento que reúne todas as práticas anteriores e garante uma visão unificada do processo de controle sanitário do estabelecimento.
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Esses procedimentos garantem que todas as rotinas sejam realizadas sempre da mesma forma, com segurança, eficiência e dentro dos parâmetros da vigilância sanitária.

8 POPs Obrigatórios RDC 216
Higiene Pessoal e Cuidados com Manipuladores de Alimentos
A higiene pessoal dos manipuladores é uma das bases da segurança dos alimentos. A RDC 216 dedica grande atenção a esse ponto, considerando que o contato humano é uma das principais formas de contaminação em ambientes de produção ou preparo de alimentos.
O que a RDC 216 exige sobre higiene pessoal?
A norma determina práticas claras e rígidas para manter a integridade do alimento e a saúde dos consumidores:
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Uniformização adequada: É obrigatório o uso de vestimenta protetora limpa e exclusiva para o ambiente de manipulação — incluindo touca ou rede para cabelo, calçados fechados e, quando necessário, luvas e máscara.
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Higienização das mãos: Deve ser feita frequentemente, com água corrente e sabonete líquido, especialmente após usar o banheiro, manipular lixo ou realizar tarefas que não envolvem alimentos.
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Proibição de adornos: Não é permitido o uso de anéis, relógios, pulseiras, brincos ou unhas postiças. Esses itens podem acumular microrganismos e cair nos alimentos.
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Cuidados com doenças: Funcionários com sintomas de doenças transmissíveis (febre, diarreia, feridas abertas) devem ser afastados de suas funções até completa recuperação.
Por que isso é tão importante?
A contaminação cruzada, causada pelo toque em superfícies sujas ou alimentos crus, é um dos maiores riscos em cozinhas profissionais. Garantir a limpeza e a saúde dos manipuladores é o primeiro passo para evitar surtos de doenças transmitidas por alimentos.
Além disso, a RDC 216 exige treinamentos periódicos e comprovados dos colaboradores, incluindo orientações sobre:
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Higiene pessoal e do ambiente
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Boas Práticas de Manipulação
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Procedimentos operacionais internos
Dica extra: se a sua empresa ainda não possui um protocolo completo de higiene para manipuladores, consulte nossos modelos e orientações técnicas. A Higiclear oferece consultoria especializada e produtos de higiene profissional certificados para atender à legislação sanitária.
Estrutura Física: Como Deve Ser o Ambiente de Manipulação?
A estrutura física dos estabelecimentos que manipulam alimentos é um dos pontos mais rigorosos da RDC 216. Isso porque as condições do espaço interferem diretamente na segurança dos alimentos, na prevenção de contaminações e na eficiência da operação.
O que a RDC 216 determina sobre o ambiente?
Segundo a norma, o ambiente deve ser projetado para facilitar a limpeza, a manutenção e a organização, evitando riscos de contaminação cruzada. Os principais requisitos incluem:
1. Pisos e Paredes
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Devem ser lisos, laváveis, impermeáveis, resistentes e de cor clara.
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O acabamento precisa permitir a remoção de resíduos e umidade, prevenindo o acúmulo de sujeira.
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Os cantos entre piso e parede devem ser arredondados ou protegidos para evitar acúmulo de sujeira.
2. Teto
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Deve ser de material que evite acúmulo de sujeira, sem frestas, goteiras ou descascamentos.
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Iluminação embutida e protegida por luminárias com proteção contra estilhaçamento.
3. Portas e Janelas
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Devem ser fechadas ou protegidas com telas milimétricas para impedir a entrada de insetos e roedores.
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O acesso controlado reduz o risco de contaminação externa.
4. Áreas de Higiene
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Deve haver pias exclusivas para lavagem das mãos, com sabonete líquido, papel toalha descartável e lixeira com acionamento sem contato manual.
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As áreas de higienização de utensílios devem ser separadas das áreas de manipulação de alimentos.
5. Organização dos Ambientes
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O layout deve favorecer um fluxo linear (da recepção à expedição), evitando o cruzamento entre áreas sujas e limpas.
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Armazenamento adequado para matérias-primas, produtos de limpeza, resíduos e utensílios.
Por que isso é tão importante?
Ambientes mal projetados favorecem a proliferação de microrganismos, dificultam a higienização e aumentam o risco de contaminação cruzada. A conformidade com a RDC 216 reduz riscos sanitários, evita autuações da vigilância e transmite segurança ao consumidor.
Além disso, manter a estrutura em boas condições demonstra compromisso com a qualidade e valoriza a reputação do estabelecimento.
Controle de Pragas, Resíduos e Manutenção Predial: O Que Diz a RDC 216?
Um ambiente limpo e seguro não depende apenas da manipulação correta dos alimentos. A RDC 216 estabelece diretrizes claras sobre o controle integrado de pragas, gestão de resíduos e manutenção das instalações, pontos fundamentais para garantir a segurança sanitária e a conformidade com a vigilância.
1. Controle Integrado de Pragas
Os estabelecimentos devem implementar um Programa de Controle Integrado de Pragas Urbanas, o que inclui:
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Monitoramento contínuo para identificar focos de pragas como baratas, roedores, formigas e moscas;
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Contratação de empresas especializadas e legalmente habilitadas para a execução dos serviços;
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Registro das aplicações, produtos usados, locais e datas, mantendo um histórico acessível à vigilância sanitária;
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Realização das ações fora do horário de produção ou manipulação de alimentos;
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Garantia de que os produtos utilizados sejam registrados na ANVISA e não deixem resíduos tóxicos no ambiente.
2. Manejo e Destinação de Resíduos
A RDC 216 exige um plano de gerenciamento de resíduos bem definido, com foco em segurança e sustentabilidade. Os principais pontos incluem:
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Separação entre resíduos comuns, recicláveis e perigosos;
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Depósitos de resíduos devem ser limpos, ventilados, fechados e de fácil higienização;
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O lixo gerado nas áreas de manipulação deve ser descartado imediatamente em lixeiras com tampa acionada sem contato manual;
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Recolhimento frequente e higienização dos recipientes para evitar atração de vetores e contaminação.
3. Manutenção da Infraestrutura
Manter as estruturas prediais em boas condições não é apenas uma boa prática — é uma exigência da RDC. A norma determina que:
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Pisos, paredes, tetos, luminárias e encanamentos estejam íntegros, sem rachaduras, infiltrações ou mofo;
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Todas as superfícies devem estar íntegras e limpas, com reparos imediatos em casos de desgaste ou dano;
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A manutenção corretiva e preventiva deve ser registrada;
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A presença de ventilação adequada e exaustão nos ambientes de cocção e lavagem é obrigatória para evitar condensação, mofo e acúmulo de gordura.
Por que esse capítulo é crítico?
Falhas no controle de pragas ou má gestão de resíduos podem levar à interdição sanitária do estabelecimento, à proliferação de doenças transmitidas por alimentos (DTAs) e à perda de confiança do consumidor.
Por isso, esse tripé — pragas, resíduos e manutenção — deve ser encarado como prioridade máxima.
Higiene e Saúde dos Manipuladores: Um Pilar da Segurança Alimentar
A RDC 216 da ANVISA é clara ao estabelecer que os manipuladores de alimentos são peças-chave na prevenção de contaminações. Por isso, a norma dedica uma seção específica à higiene pessoal, vestimentas e condições de saúde dos colaboradores envolvidos na manipulação de alimentos.
1. Exigências de Higiene Pessoal
O manipulador deve manter hábitos rigorosos de higiene, que incluem:
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Lavagem frequente das mãos, especialmente antes de iniciar as atividades, após usar o banheiro, após tocar em materiais contaminados ou após interrupções na tarefa;
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Unhas sempre curtas, limpas e sem esmalte ou base;
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Proibição do uso de adornos, como anéis, brincos, pulseiras, relógios e piercings expostos;
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Barbas e cabelos devem estar protegidos por touca ou rede adequada;
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É terminantemente proibido fumar, cantar, falar excessivamente ou mascar chicletes nas áreas de manipulação.
Essas exigências não são apenas burocráticas — elas estão diretamente ligadas à prevenção de surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTAs).
2. Uniformes e Vestimentas
A norma também detalha os requisitos para vestimentas:
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Uso de uniformes limpos, de cor clara e exclusivos para o ambiente de trabalho;
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Troca diária dos uniformes ou sempre que houver sujidade excessiva;
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Uso de avental, touca, calçado fechado e antiderrapante;
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É recomendada a lavagem dos uniformes na própria empresa ou em lavanderia terceirizada, com controle de higienização.
Essa padronização ajuda a manter a barreira física contra a contaminação cruzada e facilita a identificação de colaboradores autorizados nas áreas de manipulação.
3. Condições de Saúde e Monitoramento
O estabelecimento deve possuir critérios para afastamento imediato de qualquer colaborador que apresente:
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Feridas abertas, principalmente nas mãos;
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Infecções, febre, diarreia, vômitos ou sintomas gripais;
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Doenças transmissíveis diagnosticadas.
Além disso, é necessário:
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Manter fichas de acompanhamento de saúde dos funcionários;
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Realizar exames médicos periódicos, conforme a legislação trabalhista e sanitária;
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Promover capacitações regulares em boas práticas de higiene e manipulação.
Por que isso é fundamental?
A negligência na higiene do manipulador é uma das principais causas de contaminação de alimentos. Pequenos descuidos podem comprometer todo o processo de segurança alimentar e colocar a saúde dos consumidores em risco — além de gerar autuações, interdições e danos à reputação do estabelecimento.
Capacitação Contínua e Responsabilidades da Gestão: Pilares do Cumprimento da RDC 216.
Para garantir o cumprimento de todas as exigências da RDC 216 da ANVISA, não basta seguir protocolos técnicos. É essencial investir na formação contínua dos colaboradores e no comprometimento direto da gestão com a segurança dos alimentos.
Treinamentos Obrigatórios
A norma estabelece que todos os manipuladores de alimentos devem receber capacitação periódica e documentada sobre temas como:
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Boas práticas de manipulação e higiene;
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Controle de temperaturas;
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Higienização de equipamentos e ambientes;
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Riscos de contaminação cruzada;
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Armazenamento adequado dos alimentos.
Esses treinamentos devem:
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Estar documentados com listas de presença, cronogramas e conteúdos programáticos;
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Ser realizados periodicamente, com reciclagens programadas;
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Estar atualizados conforme as normas da ANVISA e novas evidências científicas.
Manter os funcionários treinados não é só uma exigência regulatória — é também uma estratégia de prevenção contra falhas operacionais.
Responsabilidade da Gestão
A RDC 216 também atribui responsabilidade direta aos gestores e responsáveis técnicos dos estabelecimentos. Cabe a eles:
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Garantir a implementação das boas práticas em todas as etapas;
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Fiscalizar continuamente o cumprimento dos procedimentos por parte das equipes;
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Acompanhar as atualizações normativas da ANVISA e adaptar os processos sempre que necessário;
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Manter todos os registros exigidos disponíveis para inspeção da vigilância sanitária.
Além disso, o estabelecimento deve designar um Responsável Técnico legalmente habilitado, cuja função é assegurar que todas as normas sanitárias sejam seguidas à risca — do recebimento à distribuição dos alimentos.
Um Estabelecimento que Capacita é um Estabelecimento que Previne
Os treinamentos e o papel ativo da gestão reduzem riscos sanitários, fortalecem a cultura da qualidade e ajudam a evitar autuações e interdições. Quando todos compreendem o “porquê” das boas práticas, a adesão às normas se torna natural e contínua.
Treinamento em Higiene com Foco na RDC 216: conte com a Higiclear
Na Higiclear, oferecemos programas completos de treinamento em limpeza profissional. Nossos treinamentos ajudam sua equipe a dominar as boas práticas exigidas pela norma — desde higiene pessoal até sanitização de ambientes e superfícies.
Com abordagem técnica, prática e personalizada por segmento, garantimos que sua operação esteja não só em conformidade com a legislação, mas também preparada para inspeções e desafios diários de qualidade e segurança.
Penalidades e consequências do não cumprimento da RDC 216
O descumprimento das diretrizes estabelecidas pela RDC 216 da ANVISA pode gerar uma série de penalidades, tanto administrativas quanto judiciais, além de comprometer seriamente a reputação da empresa. A norma é fiscalizada por órgãos de vigilância sanitária em âmbito municipal, estadual e federal, que têm autonomia para aplicar advertências, multas, interdições e até mesmo o fechamento do estabelecimento.
As principais infrações identificadas durante inspeções geralmente envolvem:
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Falta de higienização correta de superfícies e utensílios;
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Ausência de controle de temperatura em equipamentos de armazenamento;
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Má conduta em higiene pessoal dos manipuladores;
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Inexistência de manual de boas práticas ou registros operacionais;
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Estrutura física inadequada para as atividades desenvolvidas.
Além das sanções legais, a não conformidade com a RDC 216 pode acarretar em:
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Riscos à saúde pública, como surtos de contaminação alimentar;
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Perda de licenças sanitárias;
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Prejuízos financeiros diretos, com a paralisação das atividades;
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Desgaste da imagem institucional, afetando a confiança de clientes e parceiros.
Por isso, estar alinhado à RDC 216 é mais do que uma exigência legal: é um diferencial competitivo e um compromisso com a qualidade, segurança e responsabilidade social da sua empresa.
Como aplicar a RDC 216 na prática? Checklist e boas práticas essenciais:
Entender a RDC 216 é o primeiro passo — mas aplicar corretamente suas exigências no dia a dia da empresa é o que realmente garante segurança sanitária, qualidade e conformidade com a ANVISA.
Pensando nisso, listamos boas práticas essenciais e um checklist prático que pode ser adaptado por cozinhas profissionais, padarias, lanchonetes, hospitais e quaisquer serviços de alimentação:
✅ Item de Verificação | 🔍 O que observar |
---|---|
Higiene Pessoal | Uniformes limpos, unhas curtas, uso de EPIs e ausência de adornos. |
Lavagem das Mãos | Sabonete líquido, papel toalha e lavatório exclusivo com uso frequente. |
Manipulação de Alimentos | Separação entre alimentos crus e prontos; utensílios higienizados. |
Controle de Temperatura | Alimentos frios abaixo de 5°C e quentes acima de 60°C. |
Sanitização de Superfícies | Produtos corretos, diluição adequada e procedimentos padronizados. |
Controle de Pragas | Barreiras físicas, ausência de pontos de acesso e monitoramento contínuo. |
Armazenamento Correto | Itens identificados, organizados e com validade visível. |
Manutenção das Instalações | Ambiente limpo, ventilado, sem mofo, infiltrações ou danos aparentes. |
Boas práticas adicionais:
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Treinamento contínuo da equipe é fundamental. A cada nova contratação ou mudança de processo, o time deve ser atualizado quanto às exigências da norma.
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Mantenha documentação organizada, como certificados de potabilidade da água, fichas FISPQ dos produtos de limpeza e manuais de boas práticas.
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Auditorias internas regulares ajudam a identificar pontos de melhoria antes de fiscalizações da vigilância sanitária.
Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a RDC 216 ANVISA.
O que é a RDC 216?
A RDC 216 é uma norma da ANVISA publicada em 2004 (RDC 216/2004) que estabelece regras de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, garantindo a segurança dos alimentos servidos ao consumidor final.
Onde posso baixar a RDC 216 em PDF?
Você pode baixar a RDC 216/2004 em PDF gratuitamente em nosso site. O material está completo e atualizado.
Quem precisa seguir a RDC 216?
Todos os estabelecimentos que manipulam alimentos: restaurantes, cozinhas industriais, cantinas escolares, buffets, hospitais, supermercados, padarias, hotéis, entre outros.
O que acontece se a Vigilância Sanitária encontrar irregularidades?
Dependendo da gravidade, as penalidades incluem:
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Notificação e prazo para correção
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Multas que podem ultrapassar R$ 1.500,00
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Interdição parcial ou total do estabelecimento
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Cassação do alvará sanitário
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Abertura de processos administrativos e judiciais
Além disso, a empresa pode ter sua imagem severamente prejudicada.
O que acontece se eu não seguir a RDC 216?
Ignorar a norma coloca em risco a saúde dos consumidores e expõe o negócio a sanções legais. Também aumenta a probabilidade de contaminações alimentares, surtos de doenças e responsabilizações civis e criminais.
Quais são os documentos obrigatórios da RDC 216?
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POPs (Procedimentos Operacionais Padronizados)
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Manual de Boas Práticas
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Registros de controle de temperatura
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Comprovantes de limpeza e higienização
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Fichas de controle de pragas
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Laudos de potabilidade da água
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Comprovação de treinamentos
A RDC 216 exige limpeza com produtos específicos?
Sim. A norma exige que produtos de limpeza sejam registrados ou notificados na ANVISA, adequados ao tipo de superfície e aprovados para uso em áreas de manipulação de alimentos.
Existem treinamentos sobre RDC 216?
Sim. A Higiclear oferece treinamentos e consultoria técnica para adequar sua empresa à RDC 216, com foco em práticas de limpeza profissional, uso de produtos corretos e organização dos processos de higiene. Fale com nossos especialistas!
Preciso aplicar toda a RDC de uma vez?
Não necessariamente. O ideal é iniciar com um diagnóstico técnico, definir prioridades e implementar as exigências gradualmente, com suporte especializado. A Higiclear pode ajudar nesse planejamento.
Existe algum curso gratuito sobre RDC 216?
A própria ANVISA oferece materiais de apoio, além de diversas instituições técnicas e consultorias especializadas. A Higiclear também compartilha eBooks, checklists e conteúdos no blog.
Higiclear: Sua parceira em segurança e regularizações.
A RDC 216 da ANVISA não é apenas uma obrigação legal — é um instrumento estratégico de qualidade, segurança e credibilidade para qualquer estabelecimento que manipula alimentos. Implementá-la corretamente impacta diretamente na saúde dos consumidores, na reputação da empresa e até mesmo na eficiência operacional do dia a dia.
Ao longo deste artigo, você viu que, embora extensa, a norma pode ser compreendida, aplicada e monitorada com mais facilidade do que parece — principalmente quando se conta com o apoio técnico de especialistas e o uso de materiais práticos, como checklists, POPs, treinamentos e consultoria.
E se sua empresa ainda precisa adequar procedimentos, produtos ou equipes à legislação sanitária, a Higiclear pode ajudar. Com mais de 30 anos de atuação no segmento de higiene profissional, oferecemos soluções completas em limpeza técnica, treinamentos e consultoria especializada.
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Até a próxima semana!
Referências: