Como evitar aquecimento global

Globo Terrestre Pegando Fogo

Vivemos em um momento em que as catástrofes ambientais e mudanças climáticas tornaram-se constantes e cada vez mais bruscas. Por um lado, pesquisas e organizações científicas falam sobre o aquecimento global, suas consequências e agravantes para os próximos anos, enquanto que autoridades governamentais de alguns países discordam de tais dados.

Por isso, é natural que a gente fique mais reflexivo sobre maneiras de ajudar e até melhorar as coisas, seja em nossa cidade, estado ou até mesmo outros países, ao mesmo tempo em que ficamos confusos sobre o que acreditar.

Para nos ajudar, trouxemos neste artigo, 5 dicas de como enfrentar o aquecimento global, a partir do seu posicionamento. Mas antes apresentamos informações destacadas a partir do livro Como Evitar um Desastre Climático do escritor, empresário, inventor, filantropo Bill Gates.

Capa do Livro “Como Evitar um Desastre Climático”

Quando nos perguntamos o que fazer para limitar as mudanças climáticas, é natural pensar em coisas como comprar um carro elétrico ou comer menos carne. Esse tipo de ação pessoal é importante, mas a parte mais significativa mesmo, depende dos sistemas mais amplos nos quais se desenrola nossa vida diária.

A concentração de CO2 na atmosfera começou a aumentar no final do século XVIII, quando se iniciou a revolução industrial, a qual demandou a utilização de grandes quantidades de carvão mineral e petróleo como fontes de energia.

Já entre as fontes de outros gases de efeito estufa podemos citar os fertilizantes utilizados na agricultura que liberam óxido nitroso, a produção e transporte de gás e petróleo, arrozais e os processos digestivos de animais herbívoros que emitem metano e os condicionadores de ar e refrigeradores que emitem os clorofluorcarbonos.

Antes de mais nada é importante saber o tamanho da emissão do CO2.

A emissão total de gás de efeito estufa atualmente consiste na emissão anual de 51 BILHÕES de toneladas de gases na atmosfera.

Sendo assim essa emissão total está aumentando a temperatura do planeta, que ao passar do tempo terá efeitos ainda mais desastrosos.

Precisamos abaixar esse número para zero, somente isto impedirá o aumento de temperatura. A meta audaciosa é reduzir para zero em 30 anos, ou seja, até 2050.

Abaixo a distribuição da emissão por agrupamentos.

– Aparatos domésticos: 6%

– Agricultura:  18%

– Geração de Eletricidade (gás natural, carvão e hidrelétricas):  27%

– Transporte de mercadorias e passageiros:   16%

– Industria de Manufatura (especialmente aço e cimento): 31%

O segmento com maior taxa de emissão de gases do efeito estufa é a indústria da manufatura e o mais difícil de reduzir, sendo necessário encontrar alternativas “verdes” para produção de materiais como metal e cimento.

Agora iremos discutir as 4 tecnologias que serão essenciais no processo para reduzir a taxa de emissão de gases do efeito estufa para zero.

  • Hidrogênio Verde: produzido com fontes limpas de energia, como energia solar e energia eólica. É um grande avanço pois resolverá muitos problemas no setor de manufatura e como alternativa para geração e energia.
  • Biocombustível para Aviação: usar o hidrogênio como combustível de aviões, ou desenvolver um combustível com processos “verdes”, considerados limpos, chamados de “Green Aviation Fuel”, ou combustível verde para aviação. Porém hoje em dia ainda tem o dobro do preço de um combustível normal.
  • Captura direta de Carbono: é o processo de remoção de gás carbônico da atmosfera. Tal processo ocorre naturalmente em oceanos, florestas e outros locais onde os organismos, por meio da fotossíntese, capturam o carbono e lançam oxigênio na atmosfera, com a finalidade de conter e reverter o acúmulo de CO2 na atmosfera. Já existem meios de remover esse carbono de um modo mais acelerado, trata-se de uma tecnologia recente, mais cara, porém muito promissora.
  • Energia Nuclear: não é aceita universalmente como energia limpa por causa dos riscos, como lixo radioativo. Mas terá que ser estudada e desenvolvida uma maneira de ser aplicada sem causar danos ao ambiente. Muitas iniciativas existem a fim de trazer maior segurança a tal geração.

É necessário agora mais do que nunca que a demanda dessas tecnologias acelere.

Criar substitutos para o combustível fóssil, usar carros elétricos, painéis solares e consumo de carnes artificiais é só o começo.

Contudo estamos levando a sério os problemas climáticos só agora, e se nada for feito de um modo macro, os desastres vão piorar muito mais e fazer a pandemia do Covid 19 parecer pouca coisa. Estimativas dizem quem em 2100 ela pode ser até 5 vezes pior e mais letal.

Se faz necessário uma união e esforço sem precedente da humanidade para combater esse problema.

aquecimento global

Mãos segurando esfera do globo terrestre

Algumas oportunidades particulares que colaboram com o viés de importância.

1 – Posicionar-se sobre o Aquecimento Global.

Esta é nossa principal dica: antes de mais nada, pesquise, reflita e siga aquilo que fizer mais sentido para você. Independente de serem os dados da comunidade científica, dos políticos, sua religião ou aquilo que lhe trouxer maior significado.

Contudo, se o seu posicionamento for de que faz sentido fazer algo e ajudar a combater o aquecimento global, fique aqui conosco.  Acreditamos que as dicas abaixo, vão lhe entregar uma nova ideia ou, no mínimo, confirmar outras já existentes.

2 – Consumir tudo, com maior racionalidade e menor quantidade.

Já tivemos a oportunidade, em artigo de outra semana, de abordar o tema relativo ao consumo consciente, mas no contexto de produtos de limpeza em si. Já neste artigo, a pegada é a do meio ambiente, que veremos na sequência o seu desenrolar.

O aumento de consumo está claramente conectado a melhoria da qualidade de vida, seja em nossa casa ou ambiente empresarial. Portanto se o nosso posicionamento for contrário ao aumento do consumo, pode parecer que estaríamos diametralmente opostos ao desenvolvimento econômico, o que não é o caso!

O que defendemos aqui é o estudo por opções mais racionais de consumo, tanto em qualidade como em quantidade. Vamos citar um exemplo de nosso segmento, de materiais de limpeza.

O uso de fosfatos foi considerado, durante anos, algo inócuo ao meio ambiente, fosse em produtos de limpeza ou na agricultura.

No entanto esse fosfato foi parar no fundo dos rios e lagos e como bom fertilizante acabou por incentivar o crescimento de algas. Até aí tudo bem, mas algas usam oxigênio da água e já que elas foram estimuladas a crescer, passaram a concorrer com os peixes! O resultado foi morte de peixes e desequilíbrio do sistema.

Hoje existem regras para o uso do fosfato em produtos de limpeza, bem como para o uso na agricultura, visando eliminar esse problema.

Outro produto que vai servir de exemplo para nossa explanação é o formol, antes usado até em salões de beleza e produtos de limpeza como desinfetantes. Dai acabou-se por descobrir seu poder carcinogênico e hoje o seu uso está restrito.

Em resumo, o que consumimos hoje pode parecer benéfico, mas em um futuro breve ou longínquo, pode não ser assim.

Planta iniciando seu processo de crescimento na natureza

3 – Aplicar ações mais sustentáveis no seu dia a dia.

Polêmicas existem em relação a novidades e temas mais atuais, como por exemplo, mas não se limitando a:

  • Segunda feira sem carne

A ideia deste movimento é a de reduzir o impacto dos ruminantes no efeito estufa, especificamente as vacas. Existem estudos sérios que relacionam os gases metanos oriundos delas como importante causa do efeito estufa.

  • Garrafas plásticas reutilizáveis Vs copos plásticos descartáveis

Aqui temos a questão do uso de copos plásticos contra a utilização dos copos reutilizáveis.

A tendência de se adotar o sistema reutilizável é grande, entretanto, existem estudos que são diferentes dessa opinião.

Como por exemplo, o estudo sobre o ciclo de vida do produto (ACV) e seu impacto. Que traz comparações entre os dois sistemas, abordando o volume de água consumida ao longo da vida do sistema descartável e também do reutilizável, desde sua fabricação até o fim da vida útil.

  • Sacolinhas plásticas de supermercado

Aqui temos um tema já pacificado em países de primeiro mundo, a favor do uso de sacolas retornáveis, biodegradáveis ou então que estimule o uso de sacolas de papel.

Já foi realizada a introdução da lei regularizando o uso em algumas cidades. Mas algumas leis as vezes não “pegam”. No entanto essas já são muito úteis para gerar uma discussão e alertar para um tema sério como esse.

Outro tema muito próximo às sacolinhas, é a reciclagem de lixo. Tão ou mais importante seria colocar a economia circular para “rodar” efetivamente, ou seja, todo produto tem uma vida, do “berço ao túmulo”, mas depois pode muito bem retornar a “vida” novamente através da reciclagem.

Pensemos bem, muitas vezes achamos que não vale a pena sequer separar lixo reciclável do lixo orgânico, já que em nossa região pode não haver coleta seletiva.

Pois bem, que tal se a gente separar os lixos em nossas empresas e em nossas casas e levar o reciclável a pontos de coleta da iniciativa privada, pública ou a cooperativas?

Sim, podemos ter essa iniciativa e ela nos valerá de uma atitude assertiva e de orgulho aos nossos pares e filhos, mostrando através do exemplo que podemos fazer parte de algo maior.

  • Uber, transporte público ou carona Vs carro próprio

Já esta questão, está relacionada ao consumo de combustível fóssil, certamente o maior vilão da geração do efeito estufa.

Esse consumo não é restrito ao uso particular, pois temos aviões, caminhões, usinas térmicas etc. Mas parte dele pode ser decidido por nós e parte dele pode ser influenciado pelo consumo consciente e através de escolhas políticas.

Ter um carro e poder usá-lo simboliza uma dose de sucesso e de poder, ao escolher quando fazer e o que fazer em nosso dia a dia. Claramente temos esse direito, quando a situação econômica conquistada por nós assim proporciona.

Ter o direito dessa escolha, principalmente na grande maioria das nossas cidades, que não tem um transporte público de qualidade e com um mínimo de conforto, é algo bem genuíno. Como tudo na nossa vida são escolhas, fica mais essa para decidirmos qual caminho trilhar em nosso dia a dia.

4 – Apoio político – Aqui temos a questão eleitoral no direcionamento dos políticos sobre o Aquecimento Global

Políticas relacionadas ao meio ambiente versus o desenvolvimento econômico são um ponto fundamental nessa prática do dia a dia.

Por um lado, o desmatamento é uma fonte importante de contribuição ao aquecimento. Por outro lado, temos a questão de geração de empregos e da geração de divisas ao país.

Em outra dimensão, temos a autonomia do país versus o respeito internacional em relação a nossa conduta ao meio ambiente. Práticas adotas pelo nosso país em favor do aumento da produtividade da agropecuária ao invés de ampliação de áreas de cultivo e extração são bem vistas pelo mercado internacional.

Com certeza mais uma vez temos escolhas pela frente. Não cabe nos eximir de culpas pelos políticos, pois o ato de alguma escolha por esse ou aquele candidato ou de nenhuma escolha já é uma opção realizada!

planeta

Globo terrestre sobre o gramado

5 – Informar-se e apoiar medidas de pesquisa e estímulo a alternativas sustentáveis.

Existem muitos estudos e alternativas que já se demonstram viáveis ao uso de combustíveis fósseis. Esses combustíveis estão sendo muito usados e certamente terão alternativas até o seu iminente fim.

A energia eólica e solar são realidades que devem ser estimuladas e levadas em conta em nosso dia a dia sim.

Mais uma novidade, com promessa de ser muito viável, é a captura de “ar rarefeito”. Essa é a promessa da Direct Air Capture (DAC), uma tecnologia que envolve essencialmente a fotossíntese industrial, aproveitando o poder do sol para extrair carbono diretamente da atmosfera. Este carbono capturado pode então ser transformado em vários bens de consumo, abrangendo combustíveis, plásticos, agregados, concreto e tudo mais. Nos próximos 10 anos, a obtenção de carbono do ar provavelmente se tornará mais rentável do que o carbono proveniente do solo (petróleo).

Até 2030, a indústria de captura e utilização de carbono poderá atingir US $ 800 bilhões. E em 2050, esse número irá aumentar mais de 4 vezes para um mercado de US $ 4 trilhões, segundo a McKinsey.

Fontes:

Economia.estadao.com.br

Agência Brasil

wwf.org.br

Ecycle

Site Peter Diamandis